Cortes recorrentes, falhas de pressão e um sistema de abastecimento em rutura. Milhares de famílias e comerciantes estão a ser afetados. Saiba o que está a acontecer, porquê, e como pode ajudar.
Desde o final de junho de 2026 que o concelho de Almada enfrenta falhas generalizadas no abastecimento de água.
Milhares de residentes e comerciantes enfrentam cortes de água frequentes, muitas vezes durante horas consecutivas, especialmente ao final da tarde e início da noite.
A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) pediu esclarecimentos aos SMAS de Almada sobre as causas e a resposta à situação.
A Câmara Municipal de Almada ativou o plano de contingência e criou um gabinete de crise liderado pelo presidente do conselho de administração dos SMAS.
Uma petição pública com mais de 4000 assinaturas exige medidas urgentes. Está marcado um cordão humano silencioso para 8 de julho na Costa da Caparica.
O PSD anunciou a apresentação de uma moção de censura ao executivo da Câmara de Almada, liderado por Inês de Medeiros (PS).
O Governo, através da APA, apontou Almada como o município com maiores perdas de água em Portugal, num contexto de infraestruturas envelhecidas.
Moradores da Costa da Caparica, Sobreda e Capuchos começam a reportar cortes de água recorrentes nas redes sociais.
Os SMAS implementam um modelo de distribuição partilhada e alternada para garantir o abastecimento em todo o concelho.
O sistema público de distribuição entra em rutura crítica. Petição pública é lançada. ERSAR pede esclarecimentos.
Entidade Reguladora confirma que pediu explicações aos SMAS sobre as falhas e as reclamações dos utilizadores.
Câmara Municipal revela que 2026 é o ano de maior consumo de água dos últimos 75 anos, com aumento de 4,3%.
Reunião de emergência entre executivo municipal e SMAS. Ativado plano de contingência. Criado gabinete de crise. PSD anuncia moção de censura.
APA identifica Almada como o município com maiores perdas de água. Presidente da APA desloca-se a Almada.
Concentração de protesto na Costa da Caparica para apelar à resolução urgente da falta de água.
O consumo de água em 2026 é o mais alto em 75 anos. O aumento de 4,3% é o dobro da média anual histórica de 2%. A procura supera a capacidade de extração dos furos.
Temperaturas elevadas conjugadas com o aumento da população sazonal na Costa da Caparica e Charneca da Caparica levaram a picos de consumo sem precedentes.
A ausência de planeamento e manutenção adequados por parte dos SMAS ao longo de várias décadas conduziu ao atual estado de rutura e a perdas elevadas de água na rede.
Portugal é um dos países mais afetados pela seca na Europa. O nível dos aquíferos da Bacia do Tejo-Sado (T3), que abastecem Almada, tem vindo a baixar consistentemente.
Pequenas ações no dia-a-dia fazem uma grande diferença. Cada gota conta.
Cada minuto a menos no duche poupa até 10 litros de água. Prefira duches rápidos a banhos de imersão.
Uma torneira a pingar pode desperdiçar mais de 30 litros por dia. Verifique e repare fugas em casa.
Evite regar jardins nas horas de maior calor. Aproveite a água da chuva e reutilize água da lavagem de legumes.
Assine a petição, participe nos protestos pacíficos e reporte falhas à ERSAR e aos SMAS. A pressão cidadã é essencial.
Para além do que as entidades oficiais apresentam — um diagnóstico crítico com soluções concretas para cada horizonte temporal.
Imediato (onda de calor + turismo), estrutural (infraestruturas envelhecidas + perdas elevadas) e crónico (seca + alterações climáticas).
Do racionamento inteligente e apoio a vulneráveis, à substituição massiva de condutas, diversificação de origens (dessalinização?) e integração multimunicipal.
Otimista, moderado e pessimista. Conclusão: o pior ainda pode estar para vir se as causas estruturais não forem atacadas já.